http://www.blogger.com/template-edit.g?blogID=5907465026585655675&saved=true Leitura de Viagem
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
top 10 favorite albums of 2009
Neste ano longe de casa e dos amigos, música foi minha grande companhia. E é claro que ouvi muita Alanis, Death Cab, Radiohead, Strokes, Dido, Madonna, Kills... mas 10 álbuns que foram lançados em 2009 me marcaram, me acompanharam pelo ano inteiro, e estarão pra sempre associados a este meu ano nos EUA.

O top 10, com breves justificativas:


10) M. Ward - Hold Time

Country, rock, folk e blues foram precisamente misturados, mas o disco ainda soa como algo que foi feito sem muito esforço. Junte a isso a voz gasta do Ward e vai achar que está ouvindo um vinil empoeirado que achou no porão daquele seu tio-avô legal.


09) Girls - Album

A voz que parece juntar em uma só todas as vozes tristes da história da música, mas sem a intenção, te faz pensar que o vocalista teve uma vida bem triste e perturbada. E teve. Mesmo assim, as letras são diretas, e as melodias, agradáveis e desprenteciosas. Desafinadas até... na medida certa.


08) Ida Maria - Fortress Round My Heart

De longe, o álbum mais divertido do ano. Pop-punk descontrolado e animado. A norueguesa se joga em cada verso como se fosse o grand finale de um clássico do punk. Tudo meio embolado, mas com um sorriso no rosto.


07) Arctic Monkeys - Humbug

Turner não mais pensa simples. Com influência declarada do Black Sabbath, dos experimentos que fez com Last Shadow Puppets e do tempo que passou sendo produzido pelo cara do QOTSA, entrega um álbum mais dark, lento e experimental que os dois primeiros. É a versão "jovem adulto" do Arctic Monkeys. Quando estiverem totalmente crescidos, a coisa promete!


06) Phoenix - Wolfgang Amadeus Phoenix

A banda, que já foi chamada de "os Strokes da França", fez algo que nem os próprios Strokes conseguiram: melhorou a cada álbum. Este 4o álbum é a obra-prima da banda (por enquanto). Pop limpo, preciso. Guitarras rápidas misturadas com um electro que, além deles, só o Daft Punk consegue fazer.


05) The xx - The xx

O disco soa tão íntimo, que me sinto uma intrusa ouvindo. The xx fez o disco mais desprentecioso do ano, sem aquela pose das novas bandinhas inglesas. As músicas parecem criar espaço, expandir, alcançar o infinito, mas as letras criam um clima íntimo, tenso, delicado, próximo. Lindo contraste.


04) Metric - Fantasies

Banda com tamanho perfeito: sairam do underground, tocam até em rádios (nas legais canadenses, claro), mas ainda se apresentam em lugares pequenos e fazem música com liberdade. "Fantasies" é o resultado disso. Músicas épicas, grandiosas, dignas de estádios, mas com alma e coração indie.


03) Imogen Heap - Ellipse

Viva o pop-tech! Indicado ao Grammy como "Best Engineered Album", traz mil inovações tecnológicas, mas as músicas ainda soam singelas e verdadeiras. A Imogen, com sua voz fim-de-balada, coloca em cada música um clima impressionista, sonhador. Fiel a visão dela, o disco se entende com os sentimentos do mundo moderno.


02) Dead Weather - Horehound

Algumas cabeças gênias se juntaram pra tocar juntos e se divertir. Apesar da banda ter sido idealizada pelo Jack White, é a Allison Mosshart, uma força da natureza nos vocais, que domina o álbum, gravado numa tacada só. É cru, raivoso, até meio perverso. Blues sujinho da melhor qualidade!


01) Passion Pit - Manners

O disco mais estusiasmado do ano. As músicas pulsam, gritam, parecem dizer que a vida é uma festa e não existem problemas. Cada uma das faixas tentam te animar de um jeito. É dance, mas... dance pra quem não gosta de dançar. E está aí a genialidade do álbum.
 
posted by Livya at 18:56 | Permalink | 0 comments
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
coming soon
em breve, um top musical do ano, um log califórnia e uma retrospectiva desses 11 meses de intercâmbio.




FELIZ NATAL! 2010 cercado de família e amigos pra todo mundo.
 
posted by Livya at 19:44 | Permalink | 0 comments
terça-feira, 29 de setembro de 2009
living the dream (go, pats!!)
Veja as fotos do jogo aqui.
Veja os vídeos do jogo (em HD) aqui.



Já faz uns anos que acompanho futebol americano. Quando via os jogos, ficava maravilhada com os estádios: lindos, modernos e sempre lotados, apesar dos caros ingressos.

Pensava: "Nossa! Vai ser demais se um dia conseguir assistir a um jogo do estádio. Serve qualquer time. Deve ser um espetáculo!"
O que aconteceu? Consegui assistir a um jogo, e não um jogo qualquer: um jogo do MEU time - New England Patriots!

Em junho, 4 dias após a abertura da venda de ingressos, entrei no site da Ticketmaster pra comprar os meus. Surpresa: os lugares já tinham acabado. Só sobrou o tal do Standing Room Only: você pode ficar de pé atrás de cada setor. É o pior ingresso, e custa $65.

Três meses após a compra dos ingressos, pé na estrada pra chegar ao estádio. No caminho, chuva - MUITA MUITA CHUVA.

Três horas e três estados depois, não pagamos nenhum pedágio e chegamos ao estacionamento do estádio. Uma hora antes do jogo, o pessoal ainda estava no famoso tailgate: churrascão na traseira das caminhonetes, com direito a toldinho e tudo.

O estádio é simplesmente maravilhoso! Arquitetura interessantíssima, e infra-estrutura excelente. Vagas no estacionamento do próprio estádio para todo mundo, segurança, organização...



Dentro do estádio, parecia um shopping. Várias lojinhas do Patriots, McDonald's, restaurantes. E ah, muito importante: milhões de banheiros! Limpos e sem filas.

Dois minutos antes do jogo, os times já estão prontos para o kickoff, e metade do público ainda nem chegou às suas cadeiras. O povo só pensa em comer, comer. Ninguém fica aplaudindo jogador entrar em campo, ninguém fica gritando e cantando. Só quando o jogo realmente começa é que todos se sentam.

Aí, o jogo segue no maior silêncio. Poucos xingamentos, todos quietos assistindo. Aplausos aqui, aplausos ali. O povo levanta pras jogadas mais importantes, mas logo já senta de novo. Não há nenhum tipo de organização da torcida para um incentivo ao time. Nadica.

Eu não me aguentei, claro. Gritei e xinguei o jogo inteiro. Afinal, estava vendo Tom Brady jogar: é como ver o Pelé do futebol americano jogar! Ou, para os mais exigentes, é como ver o Kaká do futebol americano jogar.



Além disso tudo, o jogo tem narrador, toca música cada vez que pára...
É mais um show, entretenimento, do que qualquer outra coisa. E, apesar de os americanos não saberem torcer, isso não diminuiu o tamanho da minha felicidade por estar vendo um jogo ali, na minha frente.



GO PATS!!

Resultado da aventura: Patriots 26 x 10 Falcons.
 
posted by Livya at 20:06 | Permalink | 1 comments
sábado, 26 de setembro de 2009
we are family, wherever we go
Fotos e vídeos aqui.

Quando eu ficava viajando nas ideias de fazer intercâmbio, minha irmã viajava comigo:

-Bem que eu podia morar perto de NYC e passar meus finais de semana lá, né?
-Ah, seria demais mesmo! Aí, eu vou te visitar uns dias e ando tudo por lá com você.
-É, você fica lá em casa, com toda a mordomia.
-Aproveito e passo na Califórnia também!
-Nossa, já pensou?


E não é que foi EXATAMENTE isso que aconteceu?

O sonho que estou vivendo - morar fora do país - ainda não estava completo sem a minha irmã. Foi incrível ela ter vindo me visitar e termos feito tudo que antes só falávamos que faríamos naqueles devaneios nos quais não botamos muita fé. A verdade é que sempre boto fé nos meus devaneios, e se vocês me escutarem tendo uma grande ideia, louca e de difícil realização, não duvidem que, no fundo, estou falando sério e tentando fazer acontecer.


Pra melhorar acontecimento já incrível, a Ivy trouxe a Bruna junto com ela, companhia divertidíssima em todas as horas.
Primeiro, 5 dias e 4 noites aqui em casa. O reencontro no aeroporto foi um dos momentos mais felizes da minha vida.

Além da beleza natural, meu condado não é lá dos mais divertidos, e durante esses dias o que mais fizemos foram compras. Mas também fomos à praia, à linda represa que temos aqui, a um barzinho... Tudo bem tranquilo.

Ter a minha irmã dentro desse meu mundinho que ninguém conhecia, na minha casa, no meu quarto, no meu carro, na minha rotina... foi inexplicável. A bolha em que eu vivia estourou e tudo pareceu mais real, mais natural, mais lar.




A Nicky e a Sam amaram a Ivy e a Bruna. Nos despedimos das crianças e 'bora pra NYC!

Alguém da minha vida TINHA que bater perna comigo por essa cidade sensacional que ganhou meu coração. Alguém da minha vida tinha que sentir aquele assombro de ver NYC pela primeira vez.

Tendo a Grand Central como porta de entrada pra cidade, visitamos tudo que um turista deve visitar: Times Square e suas atrações, Madame Tussauds, a peça "Chicago" na Broadway, Empire State Building, Brooklyn Bridge, Ground Zero, Wall Street, balsa para Estátua da Libertade, vista do skyline da cidade, Charging Bull, Rockfeller, 5th Avenue, FAO Schwarz, Greenwich Village (Washington Square Park, prédio do "Friends"), SoHo e Central Park pra fechar! Ufa! Haja pique!




4 dias e 3 noites depois, era hora de me despedir delas. Não queria que acabasse. Passei o último dia todo pensando que era o último dia daquela semama incrível, e que de noite teria que dizer adeus tudo de novo, e ficar sem ver minha irmã por mais 5 meses.

Na calçada da rua 60, com mochila nas costas e mala atravessada no ombro, tento me despedir dela sem maiores dramas, como se fosse revê-la em 2-3 dias. Mas com a chorona dramática da minha irmã, nada é simples assim.

A despedida corta o coração, mas desço em direção ao metrô sem olhar pra trás, convencida que tamanho dilaceramento é para um bem maior, que viver sem lar por um ano, sozinha, sem família, em país estranho, só me fortalece. Abre meus olhos, me coloca no meu devido lugar de formiguinha neste mundo, estende meus limites.



"Eu sou uma cidadã do planeta
Meu passatempo favorito é estender meus limites
Apaixonada pela condição humana
Esses ideais que nasceram bem de dentro de mim"

Alanis Morissette - "Citizen of the Planet"
 
posted by Livya at 13:28 | Permalink | 1 comments
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Homesick
American Heritage Dictionary:
homesick
home·sick
(hōmsĭk)
adj.
Acutely longing for one's family or home.

Concise Oxford English Dictionary:
homesick
adj. depressed by longing for one's home during absence from it.


Post com fotos e vídeos sobre a visita da irmã vem logo mais!
 
posted by Livya at 19:23 | Permalink | 0 comments
terça-feira, 4 de agosto de 2009
All Points West (aka "mud Jacuzzi")
*fotos e vídeos do festival aqui!

"Mud Jacuzzi" (banheira de lama) foi a descrição do All Points West feita pelo Chris Martin (Coldplay), ao fechar 3 dias de festival e muita chuva.



Comprei os caríssimos ingressos na madrugada de sexta-feira (31 de julho) para os shows de sábado e domingo. Na sexta, o festival já estava rolando embaixo de tempestade. O sábado de 30C bem que tentou secar o gramado, mas foi difícil. E, depois, a chuva que durou toda a manhã de domingo acabou de vez que o parque. LAMA TOTAL!

Fui com $20 no bolso pra comprar comida por 2 dias, mais a grana do albergue e do metrô.


SÁBADO, PRIMEIRO DIA

Tudo lindo. Sol, calor. Comi dois cheeseburgers do McDonald's, peguei a balsa e deixei Manhattan para trás para chegar, 10min depois, em Jersey City, onde rolou o festival. Linda vista do skyline de NY + Estátua da Liberdade.


Festival bem montado, num parque GIGANTE. 3 palcos. Muitas barraquinhas de comidas e bebidas, o que acabou com as filas! Passei o dia a base de uma água ($3).

Jim Jefferies: Sem nenhum show bom rolando, fui ver o stand-up do comediante australiano meio sem querer... e CHOREI de rir! Excelente. Piadas sujíssimas e humor negro, combinação perfeita.
...Trail of Dead: ruinzinho de tudo, mas bem que o vocalista desceu do palco pra cantar lá no fundo, do meu lado.
Judah Friedlander: fui ver esse stand-up só porque o cara é do "30 Rock", e achei uma bela de uma porcaria. Humor infantil.
Arctic Monkeys: Lembrei que adoro os caras! Basicamente o mesmo show que vi em 2007 em SP, ou seja, MUITO BOM. O show vai numa porrada só, sem pausas ou intervalos. E vi mais de perto dessa vez!
Gogol Bordello: Público pequeno, mas fiel, que foi a loucura com a apresentação. Não gosto deles, mas o show foi ótimo. Até quem não era fã dançava sem parar. Contagiante.
Tokyo Police Club: Talvez o show mais aguardado por mim. Gostar de banda de 1 cd só é fácil: eles tocam todas as músicas que você gosta no show! E foi assim. Show redondinho com um vocalista que não conseguia tirar o sorriso de bobo-alegre do rosto, feliz da vida por estar tocando. =)
The Ting Tings: apesar de ser a banda de encerramento, tocaram no menor palco, destinado às bandas mais indies. De repente, o álbum que eu ouvi 3 vezes por dia durante uns 3 meses estava sendo tocado ao vivo, na íntrega, na minha frente. Eles soam bem diferentes ao vivo, mais crus e metálicos. Não o que eu esperava, mas ainda muito jóia. Assim como o álbum, eles ao vivo também são meio forçados, mas divertidos.

Pego minha balsa de volta pra Manhattan em direção ao meu albergue e, aí, começa a aventura!

Primeira zica: meu cartão de débito não passa no metrô e tenho que comprar bilhete com dinheiro (lá se vão $2.25 do dinheiro da comida). Vou até o Harlem (aka bairro dos negões) e, quando chego no albergue, MEU CARTÃO NÃO PASSA! Sem dinheiro vivo pra pagar pela reserva, estou no Harlem, às 2h da manhã, suja de lama, sem comida, sem dinheiro e sem albergue.

Ligo para meu banco, não consigo falar com ninguém. Nessas, já perdi o último trem de volta pra Connecticut. O cara do albergue ficou com dó da mendiga aqui e me deixou dormir no sofá só pra eu não passar a noite na rua. Foi isso que fiz: dormi SENTADA do sofá do albergue das 2h às 6h. Quando o sol nasceu, troquei de roupa e estava pronta pra ir dormir embaixo de uma árvore no Battery Park (mendiga mode advanced) quando meu cartão, DO NADA, volta a funcionar!!
O cara me deixou pegar uma cama pagando quanto eu quisesse pra passar o resto da "noite". Por $15, dormi mais 4h e tomei um banho. UFA, alívio!


DOMINGO, SEGUNDO DIA

Chuva. MUITA chuva em Manhattan. Tomo meu café da manhã no McDonald's e me escondo num Starbucks esperando a chuva passar. Enquanto isso, leio "Time Traveler's Wife" e carrego a bateria da minha câmera. 1h da tarde e a chuva ainda não passou. Compro uma capa e pego minha balsa.

Quando chego lá, portões fechados. Ninguém entra. Estão tentando dar um jeito no pântano que virou o Liberty Park, mas, enquanto isso, quem tá lá dentro curte o festival sem nós. Revoltante. Perdi o stand-up da Janeane Garofalo (a Janis de "24 Horas"), mas beleza. Finalmente entro e vejo:

Akron/Family: estava muito curiosa pra ver a banda que anda tão hypada. Não gostei do que vi, barulho puro.
Silversun Pickups: Entendi porque só tenho 2 músicas deles no iPod: porque são ruins DEMAIS, senhor! Banda de gente prego, prontofalei.
We Are Scientists: primeiro show bom do dia! Cheguei até a grade para vê-los. Bem competentes ao vivo, com um público bem pequeno e totalmente apaixonado.
La Roux: peguei só metade, enquanto esperava a Lykke Li. Quando cheguei o público estava indo a loucura, com um show totalmente vibrante e animado. Boa!
Lykke Li: maior surpresa do festival. Gosto dela, mas não adoro loucamente. Mesmo assim, cheguei à grade para vê-la de pertinho. E QUE SHOW! Descalça, a baixinha sueca comandou o palco com um show forte, decidido, direto, envolvente. Saiu ovacionada.
Coldplay: fizeram um show maravilhoso/emocionante [/emo] de 1h45. As músicas novas funcionam incrivelmente bem ao vivo, e a apresentação foi cheia de surpresas. Por duas vezes, apareceram num palco lateral para apresentações acústicas e cover de "Fight For Your Right". E, um pouco antes do final do show, caminharam entre o público até um palco montado láááá no fundo da galera para mais show acústico, com direito a impecável cover de "Billie Jean".
Sempre elogiando a proeza de aguentarmos um dia inteiro com tanta lama, encerraram dizendo: "This has to be the strangest-smelling but best concert we've ever played."




Fim do All Points West 2009. Meu All Star está destruído. Chego em casa às 3h da manhã, durmo às 4h e acordo às 6h pra trabalhar.

Thank God for double espressos!
 
posted by Livya at 12:34 | Permalink | 0 comments
quinta-feira, 30 de julho de 2009
MIND THE GAP
Este blog voltará a ser atualizado com frequência em agosto.

 
posted by Livya at 23:53 | Permalink | 0 comments